QUANTA INOCÊNCIA!

Divulgação.


Quanta inocência! 


A condenação do ex-presidente Lula veio com um misto de esperança e decepção e me fez relembrar sua trajetória desde que chegou à presidência. Botei tudo na balança da moralidade e da ética e cheguei à conclusão de que infelizmente vivemos um retrocesso.

Na campanha presidencial de 2002 enxerguei a justiça social caminhando por um horizonte promissor e real. Foi um momento em que o povo se sentiu mais parte deste país, tendo enfim um presidente metalúrgico, um legítimo representante das minorias. Logo criou o programa “Fome Zero”, em 2003, na tentativa de erradicar a fome.

A iniciativa, uma substituição ao programa “Comunidade solidária”, coordenado pela ex- primeira dama e saudosa D. Ruth Cardoso garantiu ainda mais seu eleitorado. Lula mostrou astúcia e incorporou o “Fome Zero” ao famigerado programa “Bolsa família”, que agregou o “Bolsa escola”, criado em 2001, e ampliou-o, com o pagamento de mensalidades à população de baixa renda. Um tiro certeiro em se tratando de estratégia política, e garantiu apoiadores fiéis e agradecidos. Está provado que ele não fez isso para o povo.

Criou os institutos federais, emprestou dinheiro aos países aliados e deu ao povo o poder de compra. Pagou a dívida com o F.M.I, figurou entre as economias emergentes, e abriu as fronteiras para a China, tendo sido capa da influente The Economist, como líder latino-americano. Esbanjou piadas, muitas de mal gosto. Aliou-se com Sérgio Cabral e juntos transformaram o Rio de Janeiro em um oceano de corrupção. Fez diplomacia com o ditador Ahmadinejad e beijou muito a mão de Fidel.

Trouxe a Copa e as Olimpíadas. Chorou junto com catadores de lixo no Natal de 2010 quando se despedia do Alvorada. E colocou Temer na primeira linha de sucessão presidencial.

Recebeu chuvas de aplausos neste período. Sim, nunca antes na história deste país viu-se um presidente com tanta aceitação.

Foram necessários oito anos para construir um castelo de areia, e sair da presidência com 80% de aprovação. O castelo ruiu com a presidenta, história recente que não precisamos relembrar.

E cada vez mais são duros os golpes desferidos contra nós. A aposentadoria, agora, muito inevitavelmente custará caro para o trabalhador. Que as aposentadorias absurdamente concedidas aos políticos acabem e que façamos deste desfavor mais um aprendizado para que as disparidades diminuam.

Que os castelos construídos à contra gosto por nós não sejam mais erguidos.
É estranho pensar que muitos envolvidos no escândalo da Petrobras e muitas outras falcatruas sejam os mesmos que lutaram pela Democracia.

Acredito que há chance de uma mudança mais rápida se não reelegermos ninguém. Nosso sistema eleitoral nos impõe candidatos, estes escolhidos em prévias (convenções) formadas por alianças mirabolantes com as mais variadas nomenclaturas partidárias. Um show de horror e um sistema eleitoral péssimo pra nós. 

É possível sim a política sem partidos. Nada impede que campanhas meramente formalizadas na internet, ou qualquer movimento ativo surjam pedindo nomes. O salvador da pátria que precisa urgentemente colocar em prática as reformas: política, fiscal, previdenciária, tributária.

Não aceitamos mais que usem malandramente o termo “reforma” para denominar ajustes legislativos em favor das velhas raposas. 2018 chegou e com ele mais uma eleição. #naoreelejaninguém.

Ainda que sejamos de um país muito belo, naturalmente abundante e generoso, e que não precisemos nos preocupar muito com a pasmaceira que é a politicagem, não a política, nos atentemos mais aos escabrosos fatos que arruinaram nosso estado democrático de direito.

Que o dia 24 de julho de 2018, seja um divisor de águas no que tange nossa consciência refletida em nossos atos. Tanta generosidade do Sr. Luis Inácio mostrou que ele só representa a feia mania de ganhar a vida fácil, enganando, mentindo, subtraindo. Entretanto, toda a classe política suja, covarde, e vagabunda desta vez também sofreu um duro golpe. A operação lava-jato ainda tem muito trabalho e nós ainda temos muito para que nos atentar. Que vença nosso senso de justiça.




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