"Os Bons Companheiros": politicamente incorreto?
O talento do diretor Martin Scorsese dividiu as águas do cinema pop em 1990 com “Os Bons Companheiros”. Paradigmático, puxou a fila de filmes como “Pulp Fiction”, “Trainspotting”, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” e outros do mesmo gênero. O já consagrado cineasta apresentou técnicas apuradas para a época. As tomadas em plano-sequência e o rítmo frenético desenrolam o longa. Os recursos utilizados na edição causam a impressão de que o filme é mais longo do que as duas horas e vinte cinco minutos de duração. A fotografia é primorosa. Como não poderia ter sido diferente, deu tudo muito certo. A academia tanga frouxa fingiu não perceber a inovação e deu o Oscar à “Dança com Lobos” em 1991. Scorsese não sabia que só ganharia o estatueta quase vinte anos depois com “Os Infiltrados”, ao dizer na época do lançamento de “Goodfellas”(título original), de que aquele filme de máfia protagonizado por Robert de Niro, Ray Liotta e Joe Pesci era sua grande aposta, entre toda sua obra, p...